Primeiro, a sensação de que tudo podia correr bem. Depois as duvidas sobre aquilo que sinto. E por fim a decisão de que aquilo que sinto não é apenas passageiro. Aceito essa decisão como verdade, e sigo-a como que se ela fosse indiscutível. E chego a conclusão que não faz sentido avançar com seja o que for, se ela também não souber aquilo que sinto, e realmente, não fazia. Mas foi aqui que errei. Não por partilhar aquilo que sinto com quem mo faz sentir mas sim por não ter a mínima noção daquilo que podia estar para vir e que veio.
E agora? O que é que sobra?
Como é suposto que eu te consiga receber calorosamente, quando tudo o que sinto é um deserto gelado?
Como é suposto que eu não desabe sempre que me cortam as bases, se tudo o que eu sinto e uma chuva de gelo a fustigar a minha consciência?
E se de facto aquilo que podia existir não pode mais, e se existe uma possibilidade de seres feliz com outra pessoa, então porque não? Tens todo, e mais algum, do meu apoio, se é que ele importa.
Pois eu desisto. Por incrível que possa parecer eu desisto. Desisto porque te amo, e não suporto a sensação de que não me amas de volta. E sim, é cobardia. Mas é uma cobardia que eu prefiro ter na consciência a andar constantemente preocupado com coisas que não posso controlar.
Sendo assim: Viverei e deixarei viver.