E agora? Depois de dias sem fim, de horas inacabáveis e momentos de agonizante espera, o que fica?
Tanto tempo e o objetivo que era suposto ser alcançado nem sequer foi arranhado, ou minimamente atingido.
E no fim o que fica? Derrota? Desespero? Simples tristeza. Tristeza por perceber que pelo menos agora não é possível o que quer que eu quisesse, porque nem eu sei realmente o que queria, que tipo de esperanças me iludiram e me fizeram deixar de pensar racionalmente em algo que não pode ser pensado.
Eu disse-te aquilo que sentia, pois não podia ser de outra maneira ( por muito que me tenha custado ou doído). Não foi fácil dizer ao meu melhor amigo que gostava da mesma rapariga que ele, mas teve de ser, não me iria sentir amigo dele e nem sequer humano se não falasse disso com ele primeiro.
E pronto. Passei por tudo isso, falei com tanta gente, tantas promessas vazias e duvidas arrebatadoras para no fim... no fim ficar com o que?
Pelo menos, à custa disto tudo, aproximei-me mais de outras pessoas, ganhei outros amigos e reforcei as ligações que tinha com os antigos, e isso tem um grande valor.
No fim... no fim fiquei com um monte de cacos na mão, o meu coração, mas são cacos que tal como um puzzle se montam, com a ajuda da cola que é as amizades que tenho.
Sim, continuo a gostar de ti, mas cada dia que passa convenço-me mais que tenho o meu coração no lugar errado: Ele deve estar com quem põe o seu coração comigo e não com quem o rejeita. E é por isso que te digo agora a ti, meu amigo de infância, tudo o que precisares, quando precisares e onde precisares, Chama-me que eu estarei lá; mesmo para te ajudar com ela. No fim de contas, tu és melhor para ela do que eu alguma vez consegui ser.