quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A improbabilidade do provável


Assim, do nada, sinto a impossibilidade a assolar-me, fazendo com que mergulhe nas sombras do desespero.
Podia mudar o rumo dos meus pensamentos, mas não me apetece.
Penso e repenso a improbabilidade… Porque é que ela me parece tão grande e assustadora? Será porque cada vez que nos despedimos sinto a distância que há entre nós? Arrepios correm pela minha espinha quando recordo que partes sem olhar para mim e com um “xau Hugo” que parece uma sugestão, uma ordem dita de forma educada vá, para que me vá embora… E fui. E continuarei a ir, pois tal e o teu desejo.
Talvez me pareça tão impossível pois não consigo chegar ate ti. Não consigo alcançar-te excepto naqueles momentos em que decides que precisas de falar, de um amigo. Pois quero que saibas que estou aqui (independentemente de eu e tu passarmos ou não a ser um nós), para tudo e mais alguma coisa que precises.
Espero que consiga fazer-te perceber isto, pois é fundamental para mim que o saibas: Eu amo-te e mesmo que não fosse assim não suporto o estado de tristeza semi-permanente em que andas mergulhada. Vive o presente, esquece o passado. Tu és mais do que aquilo que fostes e, como tal, mereces mais do que o que tinhas. Se eu sou ou não suficiente, isso já é assunto que te cabe a ti decidir.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A descrição que não consigo acabar

Amo-te perdidamente.
Um cruzar dos nossos olhares e eu esmoreço; Um sorriso dos teus lábios e eu derreto.
Ver-te feliz preenche a minha vida. E ver-te triste mata-me por dentro.
A tua presença significa completude, enquanto que a tua ausência não è senão tempo em que faço por sobreviver.
Oh, quão maravilhosos são os teus olhos. Era capaz de me perder neles e nunca voltar… Os teus cabelos, como fios de seda, seduzem-me sempre que os vejo...
As tuas faces, sempre naturalmente rosadas fazem-me querer deixar este mundo contigo e nunca voltar.
Quem me dera que também o assim quisesses. Talvez ainda venhas a querer, ou talvez nunca o quererás.
Só deus (se è que ele existe) sabe.
Poderia falar da tua estonteante silhueta, das tuas maravilhosamente longas pernas e mesmo dos teus lindos brancos dentes mas, penso não haver adjectivos nesta ou em qualquer língua para descrever o quão sublime és.
Amo-te por todas estas partes de ti, mas também pelo todo que elas formam.
Amo-te e como tal só quero que sejas feliz. E eu estarei lá para que o sejas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Estou aqui

Estou aqui. E vou estar. Sempre à tua espera como espero pelo Verão, pois também tu trazes calor e cor a minha vida. Espero aqui. Enquanto a chuva me encharca e o vento me congela, transformando-me numa estátua. E, como estátua, vejo-te passar à minha frente mas não tenho como te chamar. Escorregas, cais, magoas-te. Tudo à minha frente e enquanto corrias atrás daquele que te roubou o olhar, a alma, o coração. Mas eu estou aqui. À espera de braços abertos como que pronto a segurar-te, a abraçar-te, a amar-te. Mas então porque não consigo mexer-me? Raios partam. Creio que enquanto não vires que aqui estou, eu não consigo fazer com que me vejas (por muito que tente, por muito que assim o queira).