Assim, do nada, sinto a impossibilidade a assolar-me,
fazendo com que mergulhe nas sombras do desespero.
Podia mudar o rumo dos meus pensamentos, mas não me apetece.
Penso e repenso a improbabilidade… Porque é que ela me
parece tão grande e assustadora? Será porque cada vez que nos despedimos sinto
a distância que há entre nós? Arrepios correm pela minha espinha quando recordo
que partes sem olhar para mim e com um “xau Hugo” que parece uma sugestão, uma
ordem dita de forma educada vá, para que me vá embora… E fui. E continuarei a
ir, pois tal e o teu desejo.
Talvez me pareça tão impossível pois não consigo chegar ate
ti. Não consigo alcançar-te excepto naqueles momentos em que decides que
precisas de falar, de um amigo. Pois quero que saibas que estou aqui
(independentemente de eu e tu passarmos ou não a ser um nós), para tudo e mais alguma
coisa que precises.
Espero que consiga fazer-te perceber isto, pois é fundamental
para mim que o saibas: Eu amo-te e mesmo que não fosse assim não suporto o
estado de tristeza semi-permanente em que andas mergulhada. Vive o presente,
esquece o passado. Tu és mais do que aquilo que fostes e, como tal, mereces
mais do que o que tinhas. Se eu sou ou não suficiente, isso já é assunto que te
cabe a ti decidir.