sábado, 5 de maio de 2012

Paraíso..


Se deus é o exponencial máximo de perfeição no que toca a um ser, então o paraíso é o exponencial máximo de perfeição no que toca a um lugar.
Mas será que tal coisa existe? Será que é possível considerar sequer que existe algo perfeito seja isso um lugar, um ser, um momento…?
Penso que depende da maneira como empregamos a palavra: Se realmente considerarmos o conceito de que algo perfeito significa que não lhe falta nada (não é isto o conceito de completo?) então isso não é possível. Até porque mesmo não faltando nada (pois eu acredito que todos nós temos dentro de nós tudo para sermos perfeitos) isso não quer dizer que não existam outras coisas para além do que não poderia faltar – algo perfeito significa então, algo ao qual não falta nada e que não está sujeito a “extras” dispensáveis. Então, porque esta crença que existe dentro de mim? Porque esta noção tão óbvia e, no entanto, tão abstrata de perfeição? Sim porque mesmo sabendo dizer que falta isto ou aquilo para algo ser perfeito, como posso eu saber tal coisa, se eu nunca vi esse objeto ao qual não faltaria nada?
Só vejo uma saída para este problema: a perfeição é algo que existe apenas na nossa mente. Uma projeção daquilo que nós (e por isto uma projeção subjetiva, fazendo do conceito de perfeição subjetivo) achamos que iria ser um momento completo, onde não faltaria nada, ou até mesmo perfeito. E será isto possível? Seria possível se nós fossemos donos de um poder sobrenatural: Se o que comandasse todo o desenvolver do mundo fosse nada mas apenas a nossa vontade, ou seja, se tudo fosse como nós queríamos. Mas acontece que não é.
E é por isto… É por isto que o meu paraíso só existe na minha mente. Porque nele tu estás comigo e de facto importas-te comigo, gostas de mim. E nesse paraíso não existem outras variáveis, outros problemas. Existimos tu e eu. E só isso chega para tudo o resto existir, fluir.
Por isto é que o meu paraíso é algo que nunca pode ser verdade, porque é egoísta. É centrado em mim pois eu sei muito bem que se tu pudesses fazer vingar o teu paraíso ele não se aproximaria nem um pouco do meu. E é também por isto que um paraíso ou mesmo um momento completo é quase impossível: Pois somos pessoas diferentes, que queremos coisas diferentes.
A única saída para um paraíso na Terra (sim, porque um paraíso não tem de ficar noutro planeta, noutra dimensão – só ficam quando não são possíveis) é quando todos os envolvidos querem exatamente o mesmo. Caso contrário tem de se contentar com um exponencial não tão bom como o que poderiam ter.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Outra vez o amor?

O amor isto, o amor aquilo
Será que não percebem que falar de amor é o mesmo que falar do infinito, dando a volta no fim para apenas tornar ao inicio?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Irremendáveis remendos de um amor

E agora? Depois de dias sem fim, de horas inacabáveis e momentos de agonizante espera, o que fica?
Tanto tempo e o objetivo que era suposto ser alcançado nem sequer foi arranhado, ou minimamente atingido.
E no fim o que fica? Derrota? Desespero? Simples tristeza. Tristeza por perceber que pelo menos agora não é possível o que quer que eu quisesse, porque nem eu sei realmente o que queria, que tipo de esperanças me iludiram e me fizeram deixar de pensar racionalmente em algo que não pode ser pensado.
Eu disse-te aquilo que sentia, pois não podia ser de outra maneira ( por muito que me tenha custado ou doído). Não foi fácil dizer ao meu melhor amigo que gostava da mesma rapariga que ele, mas teve de ser, não me iria sentir amigo dele e nem sequer humano se não falasse disso com ele primeiro.
E pronto. Passei por tudo isso, falei com tanta gente, tantas promessas vazias e duvidas arrebatadoras para no fim... no fim ficar com o que?
Pelo menos, à custa disto tudo, aproximei-me mais de outras pessoas, ganhei outros amigos e reforcei as ligações que tinha com os antigos, e isso tem um grande valor.
No fim... no fim fiquei com um monte de cacos na mão, o meu coração, mas são cacos que tal como um puzzle se montam, com a ajuda da cola que é as amizades que tenho.
Sim, continuo a gostar de ti, mas cada dia que passa convenço-me mais que tenho o meu coração no lugar errado: Ele deve estar com quem põe o seu coração comigo e não com quem o rejeita. E é por isso que te digo agora a ti, meu amigo de infância, tudo o que precisares, quando precisares e onde precisares, Chama-me que eu estarei lá; mesmo para te ajudar com ela. No fim de contas, tu és melhor para ela do que eu alguma vez consegui ser.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Calma depois da tempestade

Aguas aquietam. A minha mente aquieta e o meu ser transcende. Transcende todas as dificuldades, todas as duvidas, todos os problemas e apercebo-me da tamanha estupidez do que pensei, escrevi...
Não se trata de ser cobarde nem de não ser. Trata-se de que, depois de uma semana seguida a ter a fibra a teste, fico sem saber o que pensar, o que dizer...
Mas para que? Não vale a pena nada disso. Não vale a pena sequer pensar em lutar ou desistir, ganhar ou perder.
Aceitação é difícil, mas necessária.
Seja como for, uma coisa é certa: Eu amo-te. O que quer que possa fazer para te ajudar farei, se assim o quiseres.

A racionalização do óbvio

Primeiro, a sensação de que tudo podia correr bem. Depois as duvidas sobre aquilo que sinto. E por fim a decisão de que aquilo que sinto não é apenas passageiro. Aceito essa decisão como verdade, e sigo-a como que se ela fosse indiscutível. E chego a conclusão que não faz sentido avançar com seja o que for, se ela também não souber aquilo que sinto, e realmente, não fazia. Mas foi aqui que errei. Não por partilhar aquilo que sinto com quem mo faz sentir mas sim por não ter a mínima noção daquilo que podia estar para vir e que veio.
E agora? O que é que sobra?
Como é suposto que eu te consiga receber calorosamente, quando tudo o que sinto é um deserto gelado?
Como é suposto que eu não desabe sempre que me cortam as bases, se tudo o que eu sinto e uma chuva de gelo a fustigar a minha consciência?
E se de facto aquilo que podia existir não pode mais, e se existe uma possibilidade de seres feliz com outra pessoa, então porque não? Tens todo, e mais algum, do meu apoio, se é que ele importa.
Pois eu desisto. Por incrível que possa parecer eu desisto. Desisto porque te amo, e não suporto a sensação de que não me amas de volta. E sim, é cobardia. Mas é uma cobardia que eu prefiro ter na consciência a andar constantemente preocupado com coisas que não posso controlar.
Sendo assim: Viverei e deixarei viver.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Indescritivelmente bela

Aff... Radiante. Acho que é a única maneira que  me permite uma descrição próxima do quão estavas bela hoje.
Não sei porque, ou que de especial tinhas hoje (a roupa, o cabelo, o olhar) mas fiquei rendido. Tao rendido que nem tive coragem para to dizer....
"Não surgiu oportunidade!" - grita um canto da minha mente, em auto-defesa. "As oportunidades não se inventam sozinhas, nós e que as criamos." - diz outro canto.
Vamos la ver isto com calma: não te disse o que sentia, o que é mau. Porem não tive la grande oportunidade para to dizer, logo não posso ficar chateado com isso. Por fim, já passou.
Agora já não vou a tempo de te dizer como estavas radiantemente bela. Ou vou...?
Raios partam esta minha tendência para o pessimismo.
Claro que vou a tempo. Vou sempre a tempo de te dizer seja o que for desde que seja verdade.
Sendo assim quando? Agora? Amanha na escola? Depois de amanha... Nunca. Bolas. Não vou mesmo dizer-to.
Pode ser que numa próxima vez (porque eu sei que vai haver próxima), e se quiseres ouvir, eu consiga dizer-te aquilo que me fazes sentir...